Uma Checklist é uma LISTA de coisas.
Todos já fizemos listas quando fomos às compras ou quando precisávamos de organizar um jantar, uma festa ou outra coisa qualquer.
A Checklist é uma forma de atenuarmos/diminuirmos a incapacidade humana de memória e atenção.
As primeiras Checklist terão surgido no sector da aeronáutica/aviação. Compreendendo que pilotar um avião que transporta centenas de pessoas e que os acidentes neste sector têm uma taxa de mortalidade mais elevada do que em qualquer outro sector (habitualmente não há sobreviventes), houve a necessidade de criar alguns processos e procedimentos que reduzissem o erro.
Mais recentemente iniciou-se um esforço para a introdução de Checklist no sector da saúde, especialmente na área da cirurgia. Isto é consequência de finalmente se assumir que existe um n úmero muito significativo de mortes por erro evitável.
Entre as primeiras Checklist da aeronáutica e as primeiras Checklist da saúde, toda a industria mais desenvolvida começou a trabalhar com Checklist.
Recentemente foi editado em Portugal o livro “O Manifesto Checklist - Como fazer as coisas certas” (Henry Holt and Company , ISBN 978-0-8050-9147-8) cujo autor, Atul Gawande, é um famoso cirurgião Americano que há muito procura a diminuição do risco na saúde e, especialmente, na cirurgia.
A leitura deste livro, ou de partes do mesmo, apaixona-nos imediatamente pela Checklist. A não ser que tenhamos a ideia de sermos a pessoa perfeita e que nunca na vida cometemos um erro, ultrapassando mesmo a divindade e considerarmo-nos Deus.
Estamos em tempo de percebermos que o assumir das nossas limitações não pode acontecer só em momentos de grande fragilidade emocional. Não podemos continuar a viver e a exercer as nossas profissões com uma atitude e comportamento irascível e só quando nos morrem pessoas queridas é que lamentamos os nossos erros e, perante a possibilidade do morto sermos nós, arrepender-nos de toda a nossa mesquinha vida.
Quatro alertas muito importantes:
1. A Checklist não é um procedimento nem determina procedimentos, não sendo indicado que se implemente como obrigação e determine o desempenho das pessoas. A Checklist é um complemento e não ensina a fazer bem, limitando-se a ajudar as pessoas a não esquecerem aquilo que fazem bem.
2. A Checklist não resolve todos os problemas e é absolutamente errado que se reduza o desempenho ao cumprimento dos itens da Checklist, sem se raciocinar e colocar em causa o próprio desempenho. A Checklist só pode ser usada por pessoas com capacidade intelectual, bom desempenho profissional e inteligentes.
3. A Checklist não é eterna para nenhuma actividade ou sector. A sua alteração faz parte do bom desempenho e da inteligência dos colaboradores. O que hoje nos parece determinante para a qualidade do nosso trabalho pode amanhã deixar de fazer qualquer sentido, alterando-se itens da Checklist, retirando alguns e colocando outros.
4. A Checklist não aumenta a carga de trabalho. Nenhuma Checklist deve ser mais importante do que a actividade que já se desenvolve e não deve ocupar o espaço que antes era ocupado por outros procedimentos. Uma boa Checklist deve demorar menos de cinco minutos a aplicar.
É também de ter em conta que na área da saúde, especialmente em Portugal, somos os primeiros a aplicar esta ajuda e que não existe significativa informação sobre o assunto no nosso País. Como em qualquer coisa nova que se faz a possibilidade de erro é grande, mas ninguém nos tirará o prazer de sermos os primeiros a utilizar Checklist em Lares de Idosos. Como sempre mantemo-nos na vanguarda dos cuidados e serviços a Pessoas idosas em Portugal.
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