
Mas, se a Europa converge para um espaço de cidadania verdadeiramente integrado, importará que exista a máxima interoperabilidade entre os e-sistemas de saúde de cada país membro. Importará que as decisões unilaterais possam ser entendidas como inseridas num grande plano europeu para a e-Saúde. Isso foi o que se propôs nesta conferência em Barcelona. E é pena que, sendo Portugal um dos países a tomar a dianteira na iniciativa de um registo electrónico para os utilizadores do Sistema Nacional de Saúde, tenhamos ainda tão pouca massa crítica de experiências de sucesso na área da e-Saúde, onde se inclui naturalmente a telemedicina.
Apesar de ter tido uma discreta presença não significa necessariamente que em Portugal nada se esteja a fazer. Bem pelo contrário. No ultimo congresso sobre as TIC e a Saúde em Portugal, organizado pela APDSI, foram evidenciados vários casos de éxito neste domínio, incluindo com a aportação de soluções tecnológicas desenvolvidas em parceria por empresas portuguesas. As conclusões desta conferência aportaram algumas boas ideias para potenciar o desenvolvimento da e-Saúde em Portugal. Desde o Fórum Hospital do Futuro estamos a trabalhar nesse sentido em parceria com a APDSI, como já foi publicamente anunciado. As condições para uma verdadeira revolução das TIC em Saúde nunca foram tão favoráveis como agora.
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