
Tudo leva a crer que vai ser aprovado esta semana no Senado dos Estados Unidos a reforma do Sistema de Saúde, a qual era uma das grandes promessas eleitorais do seu actual Presidente. Trata-se para mim de um alívio, pois em tempos escrevi que a eleição do actual presidente dos Estados Unidos demonstrava claramente que os modelos de saúde predominantes na União Europeia acabam por ter uma validade acrescida e em certa parte isso verifica-se. Mas apenas em parte. O longo e por vezes diabólico processo de negociação desta reforma nos EUA levou a inúmeras concessões, entre elas o desaparecimento do sistema de seguro público (na prática aquilo que mais se poderia assemelhar ao nosso Serviço Nacional de Saúde), em detrimento de uma obrigatoriedade de seguro de saúde, e o aparecimento de uma agência que controlará e regulará esse mercado, no sentido de garantir um acesso a toda a população independentemente do seu estado de saúde. Enfim, segundo alguns comentários que tenho lido, trata-se da reforma da saúde que foi possível, num país onde a imensa maioria da população é contrária à excessiva intervenção do Estado na sociedade, conseguindo-se assim um compromisso. Quais as lições que agora na Europa poderemos obter desta reforma nos Estados Unidos? Isso agora é o que fica para ver...
Aproveito para desejar a todos os nossos leitores e subscritores um Excelente Natal e ainda melhor Ano Novo!
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