De acordo com um estudo realizado pela Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) e publicado pelo jornal "Público", morrem duas vezes mais pessoas do que o esperado ao sábado e três vezes mais ao domingo nos hospitais portugueses. Para além de não interessar lançar o pânico na população seria importante apurar em rigor:
- Se houve evolução positiva pois os dados do estudo intitulado “Variação na mortalidade e na demora média do
internamento por dia de admissão e de alta”, são de 2006, tendo sido analisados um total de
1.030.183 episódios registados em hospitais e centros hospitalares públicos apenas do Continente;
- Se este fenómeno é explicável embora conhecido da literatura científica internacional, pois de acordo com a publicação, a “diferença entre o número de óbitos registados e os esperados ao fim-de-semana,
revela um excesso de 6.712 mortes”, em comparação com a (im)possibilidade de dar altas aos doentes internados, apenas pelo facto de serem sábados, domingos ou feriados;
- Se existem cerca de 70 hospitais e apurarmos uma mediana ao invés de uma média por n.º de dias, teremos ou não mortes a mais, em cada hospital;
- Se esta análise de dados, sendo exploratória, pode ser investigada em detalhe numa relação causa-efeito na prestação dos cuidados de saúde e apuradas as verdadeiras razões, com a colaboração dos profissionais de saúde, mitigando o risco clínico do internamento com vista à segurança do doente.
Talvez o Fórum Hospital do Futuro possa através das suas actuações públicas, sempre esclarecidas, oportunas e sensatas, juntos dos profissionais de saúde e demais prestadores de serviços públicos e privados, liderar um novo estudo, alargando a colaboração e a parceria com a ENSP.
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